Quais segmentos imobiliários devem entregar maior retorno até 2028?

Quais segmentos imobiliários devem entregar maior retorno até 2028?

O mercado imobiliário brasileiro atravessa um momento de transformação impulsionado por mudanças demográficas, novas formas de morar, crescimento dos investimentos urbanos e demanda por localizações estratégicas.

Institucional

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Para investidores, o desafio deixou de ser apenas identificar bons empreendimentos e passou a ser compreender quais segmentos e regiões possuem maior potencial de valorização nos próximos anos. Nesse contexto, três segmentos se destacam: imóveis compactos, médio padrão e alto padrão.


Compactos continuam liderando a demanda urbana


Os imóveis compactos consolidaram-se como um dos produtos mais procurados na capital paulista. Dados do mercado apontam que aproximadamente 61% das vendas residenciais em São Paulo já são de unidades compactas, enquanto cerca de 80% dos lançamentos recentes possuem menos de 45 m².

O preço médio dos studios na capital varia entre R$ 390 mil e R$ 650 mil para unidades entre 25 m² e 35 m², podendo superar R$ 800 mil em bairros premium como Itaim Bibi, Vila Olímpia e Pinheiros.

Além da valorização imobiliária, esse segmento apresenta elevada liquidez para locação e revenda, especialmente próximo a eixos de transporte, centros empresariais e universidades.

No ABC Paulista, os compactos ainda possuem preços significativamente inferiores aos da capital, criando oportunidades de valorização para investidores que buscam mercados em desenvolvimento.


Médio padrão deve ganhar protagonismo


O segmento de médio padrão concentra uma das maiores parcelas da demanda imobiliária brasileira. Em bairros consolidados de São Paulo, o valor médio do metro quadrado varia entre R$ 9 mil e R$ 12 mil, dependendo da localização e do padrão construtivo. Regiões como Vila Mariana, Perdizes, Brooklin, Campo Belo e Chácara Santo Antônio figuram entre as mais procuradas para esse perfil de produto. A combinação entre infraestrutura urbana, mobilidade e oferta de serviços tende a manter a atratividade desses bairros ao longo dos próximos anos. Alto padrão segue como referência de valorização patrimonial O segmento de alto padrão continua apresentando forte resiliência, mesmo em cenários econômicos desafiadores. Atualmente, bairros como Itaim Bibi, Jardins, Moema, Pinheiros e Vila Olímpia registram valores médios entre R$ 12 mil e R$ 18 mil por metro quadrado, figurando entre os mais valorizados do país. 1Esse mercado é impulsionado por fatores como escassez de terrenos, alta renda da população local, infraestrutura consolidada e forte demanda por imóveis exclusivos.


Os bairros mais promissores para os próximos anos

Embora a localização continue sendo o principal fator de valorização imobiliária, alguns bairros reúnem indicadores que sugerem potencial de crescimento consistente.


Entre os destaques estão:

  • Pinheiros

  • Vila Mariana

  • Moema

  • Perdizes

  • Itaim Bibi

  • Brooklin

  • Campo Belo

  • Vila Olímpia


Essas regiões combinam infraestrutura consolidada, mobilidade, forte oferta de serviços e elevado padrão socioeconômico.


IDH: um indicador que o investidor não deve ignorar O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) está diretamente relacionado à qualidade urbana, renda, educação e expectativa de vida, fatores que influenciam a valorização imobiliária de longo prazo.


Entre os melhores índices de São Paulo destacam-se:

  • Bairro/Distrito Moema - IDH: 0,961

  • Pinheiros - IDH: 0,960

  • Perdizes - IDH: 0,957

  • Jardim Paulista - IDH: 0,957

  • Alto de Pinheiros - IDH: 0,955

  • Itaim Bibi - IDH: 0,953

  • Vila Mariana - IDH: 0,950


Todos são classificados em patamares comparáveis aos de países desenvolvidos, refletindo elevada renda, infraestrutura e qualidade de vida.


Onde estão as melhores oportunidades até 2028?

A análise dos indicadores sugere que os melhores resultados tendem a surgir da combinação entre produto adequado e localização estratégica.

2Os imóveis compactos devem continuar liderando em liquidez e demanda. O médio padrão permanece como uma das categorias mais equilibradas entre volume de mercado e potencial de valorização. Já o alto padrão segue oferecendo proteção patrimonial e ganhos consistentes em regiões de escassez de oferta.

Para investidores de SPE, os empreendimentos posicionados em bairros de alto IDH, forte crescimento urbano e demanda comprovada tendem a apresentar os melhores fundamentos para geração de valor nos próximos anos.

Na Exkalla, a seleção de oportunidades considera justamente esses indicadores, buscando identificar ativos alinhados às transformações que devem moldar o mercado imobiliário até 2028.